Descoberta no pré-sal do campo de Marlim reforça hipótese de que ali está o verdadeiro depósito

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A Petrobras anunciou há pouco uma nova descoberta de petróleo no pré-sal do campo de Marlim, na Bacia de Campos.

Falam em descoberta de óleo de boa qualidade em reservatórios carbonáticos do play pré-sal, com espessura 196 m, a maior coluna de óleo já encontrada na Bacia de Campos.

Campo Marlim
Mapa do pré-sal

Assim, geologicamente, é cada vez mais forte a hipótese de que o petróleo que começamos a tirar nos poços e campos mais rasos, na verdade era em maior parte aquele da camada mais profunda do pré-sal que vazava das fendas do selante de sal que se abre e se movimenta deixando passar o fluido.

Para Guilherme Estrella, geólogo que atuou desde as primeiras explorações offshore na década de 60 e foi o “pai do pré-sal” (denominação que rejeita) como diretor de exploração a camada selante de sal – mesmo que espessa – possui fendas que se movimentam, abrem e fecham, o que permitiria que o fluido vaze para a camada de pós-sal.

Diante de tudo isto é cada vez dolorido enxergar a entrega que se faz das nossa riquezas e do desmonte e fatiamento da Petrobras.

Foi a partir da inteligência de técnicos competentes e nacionalistas trabalhando nas explorações offshore, desde a década de 60 no litoral brasileiro, em 2006, descobriram o pré-sal, quando muitos desdenhavam desta hipótese, querendo entregar, ainda mais prematuramente, todas estas riquezas, que significam rendas.

Rendas petroleiras que poderiam alavancar o país com inclusão social e um projeto de Nação.

Será inevitável um referendo homologatório questionando todas estas ações entreguistas e retornado o direito sobre estas rendas para a constituição de um Fundo Soberano para investimentos em saúde e educação. Até os perdulários países petrorrentistas do Oriente Médio fazem isto. À luta!

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